quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Pergunta de Natal

Feliz 2009

De Santa Clara
Olha-se o mundo
E o tempo pára
Por um segundo

Quem diz que o amor
É um estudante
Faz um doutor
De cada amante

Se fores à Lapa
Hás-de encontrar
A minha capa
Pra te tapar

Apaixonado
Tenho sossego
Cantando o fado
Junto ao Mondego

Ai de quem
Se detém
A escutar por
Uma vez o segredo
Que Dom Pedro
Só diz a Inês

Briosa,
Amor pra sempre
Amor que a gente
Sabe de cor
Briosa,
Amor imenso
Amor que eu penso
Ser o maior

Briosa,
Amor sofrido
Que dá sentido
À ilusão
Briosa,
Amor materno
Bater eterno
De um coração

Briosa,
Amor pra sempre
Que a gente sente
Ser o maior!


 Zé da Ponte - Hino Académica

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

D. Quixote de Boliqueime

Nos idos de 90 com a célebre fase: deixem-me trabalhar, surgiu o mito urbano das forças de bloqueio.

Cavaco Silva era Primeiro-Ministro e líder do partido maioritário na Assembleia da República logo fazia aprovar a seu bel-prazer as leis que bem entendia. Como ele nunca se enganava e raramente tinha dúvidas, para além de não ler jornais, não tolerava a mais infíma crítica ao seu consulado.

Todos os que se opunham, não concordavam ou criticavam as suas políticas de matriz neo-liberal eram catalogados como forças de bloqueio.

Os seus principais "adversários" à época eram: Mário Soares - apenas e só Presidente da República - e o falecido Sousa Franco, Presidente do Tribunal de Contas.

Agora que está do lado das outrora forças de bloqueio - Presidência da República - criou um novo mito bloqueador, a Assembleia da República e a lealdade devida para com o Rei-Sol, perdão, para com o Presidente.

Aquele que já foi uma força de bloqueio é agora uma força bloqueada:

Está também em causa uma questão de lealdade no relacionamento entre órgãos de soberania.
Será normal e correcto que um órgão de soberania imponha ao Presidente da República a forma como ele deve exercer os poderes que a Constituição lhe confere?
Será normal e correcto que a Assembleia da República imponha uma certa interpretação da Constituição para o exercício dos poderes presidenciais?

Já não sei se este é mais um capítulo na saga do Cavaleiro da Triste Figura se é apenas um suff movie.

P.S. O Presidente pode ter - provavelmente terá - razão no plano técnico-jurídico, mas no plano da actuação política o seu desempenho foi desastroso.

2009 - COIMBRA CIDADE DO CONHECIMENTO:

http://www.petitiononline.com/00005/petition.html

Anda por aí a circular e, já agora, não custa nada lá ir botar o nome.
É rápido e indolor.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O Inefável Vasco Graça Moura

O inenarrável cronista-mor do Cavacoanibalismo, o culto do regime Barrosistosantanista, o almocreve do Ferreirismoleitismofélismo está, uma vez mais, ao seu melhor nível no Diário de Notícias.
Postula, o iluminado neo-liberal empedernido que:
A crise portuguesa é muito anterior à eclosão da crise internacional. Deve-se à imprudência e à incompetência dos governos do PS. Agravou-se ao longo dos últimos anos por causa disso mesmo. Na sua origem, confluem todas as aselhices e demagogias da governação Guterres desde 1996 e da governação Sócrates desde 2005.
Admiro a forma como este homem trata a História e passa uma esponja exconjuradora sobre os anos 2002-2005, sobre os consulados de Barroso/Ferreira Leite e de Santana/Félix.

Mas o mais admirável é a forma idílica como ele retrata o período negro de 85/95, os anos da Festa Cavaquista, do Bodo aos Ricos, do neo-liberalismo puro e duro. Enfim os anos da gestação e maturação do Monstro.

Parafrasenado, com uma ligeira modificação, o letrado pepedoca: "Deixem o homem escrever em paz!"

Parabéns


O tempo era sempre Corto e o livro tão comprido...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Bom Natal

O Tatebitate deseja um Bom Natal para todos Vós.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Catedral de Zamora

Finalmente reposta a verdade histórica.
Foi aqui, neste belo edíficio românico - Catedral de El Salvador de Zamora - que D. Afonso Henriques - nascido em Coimbra ou Viseu - selou a paz com Afonso VII de Leão e Castela a 5 de Outubro de 1143 - não foi à toa que os Ilustres Republicanos escolheram este dia para nos libertar do jugo monárquico- nascendo, assim, oficialmente Portugal.
Este documento histórico termina, assim, com o embuste salazarento que dava como o berço da nacionalidade uma terra algures para o norte, segundo consta para lá de Braga.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Continuem a salvar os Ricos


Roubado d'aqui

Com esta calou-me.

Obrigado Boris Peskovic.
Há muito tempo que não via uma exibição tão portentosa de um guarda-redes.
Esta defesa (a da foto) recordou-me uma do saudoso Manuel Galrinho Bento nos longínquos anos 80.
Eu tinha as maiores dúvidas acerca da qualidade deste guarda-redes, onte felizmente calou-me.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Rei Momo


«Eu faço, daqui, em nome do PSD/Madeira, um apelo às bases do partido para que se livre dessa gente toda, para que afastem as personagens dos últimos anos e meses e que faça um ressurgimento do partido: o velho PPD/PSD de Sá Carneiro e de Cavaco Silva. (...) O PPD pode ganhar as eleições, o PPD pode correr com o Sócrates».

Houve alturas em que pensei que ele defendesse o PPD de Santana Lopes contra um tal de senhor Silva...

Ao Anónimo das 12:37 de 14 de Dezembro

...já escrevia António Botto, mas como António Botto já morreu
toma lá a prosa de João Rego de Carvalho que te dou eu:

sábado, 13 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Um Filme de Natal

Posso dizer a frase?

A pedido de várias, algumas, vá lá uma ou duas famílias:

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O cidadão Duarte Pio

- "Tive várias oportunidades de trabalho, mas não aceitei, porque, na minha condição, não poderia ser empregado de ninguém."

Público, 1 de Dezembro de 2008

4 de Novembro

Já basta de "imperialismo" Jesiano.
Enquento não chega o nosso 4 de Novembro que tal avançar uma comissão administrativa composta por verdadeiros académicos?
Faz-me lembrar o slogan de uma lista derrotada às eleições da DG na década de 90 e na qual eu votei. E votaria de novo no Académico que a encabeçou...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Petição

A profusão de situações duvidosas verificadas nos últimos tempos na Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol não podem deixar os verdadeiros académicos indiferentes. Ver o nome da Académica envolvido nas teias da lei, associado a esquemas financeiros pouco claros, conotado com incumprimentos vários e com notícias negativas constantes na comunicação social, tem sido uma constante nos últimos anos. Adicionalmente, tem sido notória a total inexistência de uma política social, desportiva e universitária coerente e que honre os pergaminhos do clube e da instituição. Face a tudo isto, há que demonstrar a indignação, dar uma voz à vergonha que sentimos e à dor que nos assalta, clarificando perante os órgãos directivos da AAC-OAF o total repúdio por muitas das suas atitudes e pela forma como contribuiram para desvirtuar a verdadeira Académica, aquela que muitos de nós já começam a esquecer e que outros não podem, pura e simplesmente, conhecer. Aqueles que abaixo assinam, manifestam a sua total discordância e repúdio pelo estado a que chegou a AAC-OAF, demarcando-se totalmente dos seus órgãos directivos, exigindo a tomada de medidas que respeitem os seus verdadeiros valores, identidade e singularidade académica.

P'la Velha, p'la Negra, p'la Briosa: a
ssinem aqui.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

E alegre se fez triste

Aquela clara madrugada que
Viu lágrimas correrem no teu rosto
E alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno Agosto

Ela só viu meus dedos nos teus dedos
Meu nome no teu nome e demorados
Viu nossos olhos juntos nos segredos
Que em silêncio dissemos separados

A clara madrugada em que parti
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
Por onde o automóvel se afastava

E viu que a pátria estava toda em ti
E ouviu dizer adeus essa palavra
Que fez tão triste a clara madrugada
Que fez tão triste a clara madrugada

Voz: Adriano Correia de Oliveira
Poema: Manuel Alegre
Música: José Niza

RECETA DE JOVIALIDAD

Deja fuera todos los números no esenciales para tu supervivencia.
Eso incluye edad, peso y altura.
Que ello le preocupe al médico.
Para eso se le paga.
Convive, de preferencia, con amigos alegres.
Los pesimistas no te convienen.
Continua aprendiendo…
Aprende más, sobre ordenadores, artesanía, jardinería, cualquier cosa…
No dejes tu cerebro desocupado.
Una mente sin uso es una oficina del diablo.
Y el nombre del diablo es Alzheimer.
Ríe siempre, mucho y alto.
Ríe hasta desternillarte.
¡Incluso de ti!
Cuando lleguen las lágrimas:
aguanta, sufre y… sigue adelante.
Saluda cada día que amanece como una nueva oportunidad para hacer aquello que aún no te atreviste a emprender.
Da la espalda a la rutina.
Prefiere nuevas rutas que volver a caminos mil veces hollados.
Apaga el gris de tu vida
Y enciende los colores que llevas dentro
Abre tus sentidos para no perderte nada de lo bello y hermoso que te rodea
Contagia de alegría a tu entorno, e inténtalo más allá de las fronteras personales en que te has ido recluyendo con el tiempo.
Pero recuerda:
la única persona que te acompaña toda la vida eres tú mismo.
¡Mantente vivo en todo lo que hagas!
Rodéate de aquello que te gusta: familia, animales, recuerdos, música, plantas, un hobby, sea lo que sea…
Tu hogar es tu refugio, pero no acabes encerrándote en él.
Tu mejor capital, la salud.
Aprovéchala.
Si es buena no la malogres;
Si no lo es, no la estropees más
No sucumbas a la añoranza.
Sal a la calle.
Ve a una ciudad vecina, a un país extranjero…
pero no viajes al pasado que duele!
Di a aquellos que amas que realmente los amas y en todas las oportunidades.
Y recuerda siempre que la vida no se mide por el número de veces que respiraste, sino por los momentos que te palpitó fuerte el corazón de tanto reir… de sorpresa… de éxtasis… de felicidad…
Y sobre todo... de querer sin medida.
“Hay personas que transforman el sol en una simple mancha amarilla, pero hay tambien quienes hacen de una simple mancha amarilla el propio sol”
Pablo Picasso

sábado, 15 de novembro de 2008

Olhó cheque!

Com que então foste jantar com o Pinto da Costa!?
E comeram uma frâncesinha à moda dos insanos. Gays.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

reflexões

QUE EU SAIBA AINDA NINGUÉM FOI ARRECADADO. NÃO HÁ INDÍCIOS DE FRAUDE...E MUITO MENOS DE FUGA! NEM O BRASIL É JÁ ALI!


BPN

O escândalo não é ir à falência! É ainda não ter ido ninguém “dentro” em prisão preventiva! Alegre-se a malta dos cheques carecas e “ofícios correlativos”, que vão ser todos soltos! Gestores do Banco de Portugal já chegaram ao BPN. Pensei que iriam dizer…inspectores da Polícia Judiciária!

Avaliação de Professores

Um “marmelo” deixa de ir às aulas e a família está-se a marimbar; a culpa é do professor! Lindo! E da sociedade que é representada pelo Estado, não há culpa, ou continua a morrer solteira?
A “tropa fandanga” vai passar toda até ao 9º. Ano! Que riqueza! Como são avaliados os professores? Cara ou coroa? Deixem-se de disparates!
A auto-critica é uma enorme manifestação de humildade democrática que só fica bem a quem a pratica. O POVO percebe…e retribui!

CNE

Tropeçaram e bateram a cabeça! São coisas que acontecem aos melhores!

Ministra da Educação

Eu gosto de si. Acho que tem um projecto sério. Os seus colaboradores não valem um caracol. Eu já percebi…e a Senhora também

Educação…finalmente!

Em política, os TEIMOSOS perdem sempre!
Mude enquanto é tempo. Porque não perde só a Senhora. Perdemos TODOS! Percebeu?

Universidades

As universidades já fazem “ano 0” para preparar alunos que não percebem nada da “coisa”! A “coisa”, denomina-se matemática. É a maior crítica que se pode fazer ao ensino secundário.

Rosário Gama

É o rosto da melhor escola pública. Compará-la com as escolas privadas é manipulação, e manipulação é crime. Coimbra no seu melhor. Espero que as outras a acompanhem. Estão, estamos, de parabéns.

Eleições para o PS Distrital

O oportunismo já não me enjoa…”enoja-me”!

PS Coimbra

Vilar diz, Henrique Fernandes desmente categoricamente, Cidade chuta para canto. E o PS?

Águas de Coimbra

Faça-se justiça. Pina Prata pôs os pontos nos is e os traços nos tês! O estatuto não responde ao rigor exigido. Colocava os cidadãos nas mãos de “alguém”!

Ordenado mínimo

As organizações patronais, que não empresariais, aparecem agora a vociferar contra o ordenado mínimo porque o País está em crise. No tempo do “OÁSIS”, quando entravam milhões a rodos e ninguém sabe onde andam, porque não o aumentaram? É o oportunismo elevado ao expoente máximo!
Haja vergonha!

F.C.Porto

O Quaresma municiava os argentinos; o Quaresma é mau. Os argentinos ficam. O Quaresma sai. O Porto perde; logo, o Quaresma era o melhor! Pois era e os erros pagam-se caros.

Presidentes de Junta

Vão ser os representantes da Câmara Municipal de Coimbra no Conselho Geral dos Agrupamentos de Escolas. Como na área de influência do Agrupamento de Escolas da Pedrulha as Juntas de Freguesia são 10… vamos a primárias?

José Sócrates

Toda a gente, diga-se quase, vocifera por andar a falar do Magalhães. Caramba. O nosso Primeiro não vende, promove. Por isso não é vendedor…é marketeer!
Os que deixaram o País de rastos são os que mais criticam. Não há pachorra!

A Oposição

Com a devida vénia. Um empresário de PME estava de férias nas Maldivas. O mordomo liga e diz: o seu gato morreu! O empresário chocado, explica: não é assim, que se dá uma notícia. Deve ser assim, explica! O gato estava no telhado, escorregou, caiu, foi para o hospital e não resistiu; morreu! No ano seguinte, recebe uma mensagem do mordomo. A sua sogra estava no telhado….

Bush vai t' imbora

Finalmente!
A noite de ontem foi histórica e irá marcar um ponto de viragem na História do Mundo.
Há muito que um político não tinha a capacidade de Obama de mobilizar tanta gente, de dar tanta esperança aos eleitores (e não só), de ter um discurso tão progressista e ao mesmo tempo humilde.
A mim, fez-me ficar acordado para ter a certeza que ele iria ser o 44º Presidente dos Estados Unidos. E valeu a pena, fui dormir com um sorriso de esperança e com a sensação que, afinal, ainda existem Políticos.
Aqui o emocionante discurso da vitória.

E agora?

O Supremo Tribunal de Justiça considerou inconstitucional as escutas telefónicas realizadas no âmbito do processo Apito Dourado.
Era um desfecho possível.
Independentemente de saber se há culpados ou não neste caso, nunca percebi muito bem a pressa e a vaidade que determinaram a celeridade com que este caso foi julgado pela Justiça Desportiva.
Quis o Conselho de Disciplina da Liga mostrar a saciedade que, porventura, seria mais eficaz que os Tribunais Civis?
E agora, que fazer com as consequências das decisões tomadas?
O Porto foi campeão, o Leiria desceu de divisão no "campo", mas e o Boavista?
Alarga-se o campeonato ou paga-se aos axadrezados?
Uma coisa é certa, dos bolsos do dr. Ricardo Costa não irá sair um tostão.

Vitaminas, hoje é Vilena

Reabriu um espaço mítico da Figueira.
Aquele que outrora foi Vitaminas - tal como Lourenço Marques é Maputo - hoje é Vilena.
Nos idos de 90 foi vítima de uma épica investida de uns bárbaros que se acantonavam no Atenas.
Depois dessa noite, o Vitaminas, nunca mais foi o mesmo. Transformou-se num espaço de culto de todas as moçoilas casadoiras que queriam assistir a um show de strip masculino.
Nunca se soube, ao certo, a génese dessa lenda urbana, o que se sabe sim, é que o bar se esfumou por entre a maresia, qual Atlândida.
Eu estive lá e vi, e bebi, e apaludi e sobrevivi.
Mas não adianta pedir, que eu não conto...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Daquiveseatuacasa

O tão ansiado regresso de Zeu s.
Já está nos favoritos.

Dolly

USA' 08

No momento em que carrego nestas teclas ainda é cedo para saber quem ganhou as eleições presidenciais norte-americanas, mas uma vitória está desde já assegurada: a da democracia.
Os americanos acorreram massivamente às urnas e vamos assistir a uma das menores taxas de abstenção que há memória. É um indicador de que eles estão, realmente, desejosos de mudança. Os últimos 8 anos foram um pesadelo do qual eles querem despertar urgentemente.
E nós também.
Faz-me lembrar o 5 de Outubro de 1995 quando todo Portugal desejava vassourar os 10 anos de cavacanibalismo, e o discurso de Guterres era um discurso de esperança, cheio de optimismo e virado para o futuro.
Eu, por agora, vou continuar a aguardar os resutados e na esperança de uma vitória de Obama, nem que seja por meio ponto!

domingo, 2 de novembro de 2008

Estado Nacionaliza BPN

Que opinará Cavaco acerca da nacionalização do BPN?
Normalmente não opina, mas tratando-se de um assunto de natureza, também, económica é capaz de ter alguma coisa na cabeça sobre a matéria.
É com curiosidade que aguardo algumas palavras sobre a matéria saídas da boca do pai das privatizações.
Ou será que agora já se apercebeu do monstro que gestou e só abre a boca de espanto? Ou talvez, porque se aproxima o Natal, já esteja a pensar no Bolo-Rei.

Momento de Saudade

Hoje é dia de bola

sábado, 1 de novembro de 2008

"Nosotros, socialistas, somos más libres porque somos plenos; somos más plenos por ser más libres."

"O nosotros somos capaces de destruir con argumentos las ideas contrarias, o debemos dejar que se expresen. No es posible destruir ideas por la fuerza, porque esto bloquea cualquier desarrollo libre de la inteligencia."
Che Guevara

La Zon È Mobile

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

AO MEU AMIGO

...aos meus outros amigos e, já agora, aos meus inimigos por quem nutro um carinho muito especial.
O nosso sistema político assenta em partidos políticos. PONTO
No seu interior, verifica-se exactamente o mesmo que na sociedade portuguesa.
Desejamos, mas não conseguimos, ao mesmo tempo, "ter sol na eira e chuva no nabal"!
É da vida...diria mesmo, da natureza1
Mas também é da natureza humana organizarmo-nos em grupo. Isto estuda-se, e os intelectuais a que o meu amigo se refere, sabem-no melhor do que ninguém.
Mas o que não convém, deve-se olvidar! Também é da natureza humana!
Ora, eu sou militante do Partido Socialista e com muita honra. Quando achar que aquilo se tornou "numa choldra", vou à minha vida. Só que até lá, até eu entender que é "um sítio" onde me sinto bem, eu fico.
Quem quer opinar sobre a nossa vida interna, assina um papel.
Já assinaram um papel para se casar, para descontar para as finanças e para a segurança social, para terem bilhetre de identidade, etc,etc,etc e até...para terem cartão de eleitor. POR ISSO VOTAM...e este ano vai ser por 3 vezes.
Na organização PS é preciso ter um "cartãozito" rectangular,veja lá, com número e tudo, para se poder votar.
Os outros, que por vergonha, receio do confronto ou por qualquer outra razão, legítima de certeza, poderão opinar onde quiserem, até no jornal oficial do PS se para tanto forem convidados.
Mas num jornal de uma candidatura, que vai disputar eleições com uma outra, aí não...não lhes reconheço esse direito. Não são meus iguais!
É que meu caro e bom amigo. Quando o "contabilista" ganhou eleições e se manteve 10 ininterruptos anos no PODER, eu nunca os vi por perto. Quem carregou a bandeira foram os militantes do PS. Foram estes e não outros!
Aqueles a que você se refere, aparecem e desaparecem "como um fósforo"!
Por isso, acabei, dizendo...ainda que a custo, muito a custo, confesso, porque sei de "coisas" e "estórias" que dariam um livro, sempre lá fui dizendo: no fim, apareçam, são bem vindos!
Com amizade e muita sinceridade, de coração aberto
Luis Santarino

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Taliban dos Satélites

Cuidado com as ameaças, porque depois da barriga começar a crescer o cabelo vai-se que é um instante...

...a pança é de Super Bock,

o fígado é do Capitão Haddock...,




Apparatchik

Caro Amigo Santarino,
o grande problema da democracia portuguesa é precisamente esse dos partidos se fecharem sobre si próprios. Não quererem ouvir a, dita, "sociedade civil". Por mais Estados Gerais ou Novas Fronteiras que se façam o resultado é sempre o mesmo, a vitória do aparelho, do status quo.
E depois dessas "decisões" internas é que saem os representantes a quem nos calha votar, ou seja os destinos do país está nas mãos daquilo que se convencionou chamar as bases, mas que no fundo não passam dos básicos.
Estas eleições para a Distrital fazem-me lembrar as eleições Norte Americanas, todo o mundo quer que ganhe Obama mas só os americanos votam; aqui é o mesmo fenómeno, todos os eleitores socialistas não filiados querema vitória de Ruivo, mas infelizmente não votamos.
Não tenha medo, meu caro, das vozes dos intelectuais - e intelectualmente independentes - que pensam a política e o país.
Vozes dessas é que nos fazem falta.
Um abraço fraterno e solidário.

Trofense à gosma

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Q.I.

Um sujeito entra num bar novo, hi-tech, e pede uma bebida. O barman é um robot que pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- 150.
Então o robô serve um cocktail perfeito e inicia uma conversa sobreaquecimento global, espiritualidade, física quântica, interdependência ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia e por aí.
O tipo ficou impressionado, e resolveu testar o root. Saiu, deu uma volta e retornou ao balcão.
Novamente o robô pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- Deve ser uns 100.
Imediatamente o robot serve-lhe um whisky e começa a falar, agora sobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas, armas,corpo da mulher e outros assuntos semelhantes.
O sujeito ficou abismado. Sai do bar, pára, pensa e resolve voltar e fazer mais um teste.
Novamente o robot pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem disfarça e responde:
- Uns 20, eu acho!
Então o robot lhe serve-lhe uma pinga de tinto, inclina-se no balcão e diz bem pausadamente:
- E então meu, vamos votar no Sócrates de novo?

Eu não sou de meter veneno...

...mas a Primavera é linda!!!!!!

Sr. Doutor
Dá-me comprimidos para dormir
Desde que a vi
Que não consigo mais dormir
Estou tão deprimido
Sem saber que fazer
Pobre e mal vestido
Com a barba por fazer
E penso em ti a toda a hora,
Penso em ti pela noite fora
E agora?
Sim, agora!
Somos como os caminhos paralelos,
que se devem separar,
que se cruzam no infinito
Eu para o meu lado,
você para o seu lado,
cada um para o seu lado
neste caos
neste infinito
que é o universo do amor
E rosas, e cores, e flores de todas as cores
Passear contigo pelo jardim, amar é tão bom
E a mão pela mão, e o pé pelo pé
Não é, pois é, ou se é.

domingo, 19 de outubro de 2008

O Bom, o Mau e o Vilar

Candidato Presidencial?

Jorge Strecht, vice presidente do Grupo Parlamentar do PS, sustenta que Manuel Alegre "é um bom candidato presidencial" e afirma que o poeta-deputado tem um estatuto muito especial na Bancada socialista: "Alegre é a sua própria lenda".

Boa tarde ó Tia Maria

Torreense, 0 - Académica, 2

Obviamente demitam-no

Claudio Ranieri é um perdedor.
Pode ser um exemplo de treinador azarado, mas o infortúnio não explica tudo. Sempre que teve há suas disposição equipas com potencial ganhador nunca conseguiu vencer nenhuma prova de relevo.
Poder-se-ia argumentar em sua defesa que no seu anterior percurso nunca tinha orientado uma equipa vencedora; a Fiorentina longe do glamour do passado; o Chelsea era um mero clube de bairro, cheio de rublos, mas insignificante; o Valência um clube de vocação pouco mais que regional. Mas o mesmo não se aplica à Juve, umas das mais tituladas equipas do planeta futebolístico e a que mais trofeús conquistou em Itália.
E na vecchia signora que conseguiu ele? Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
Talvez esteja na altura dos responsáveis de Turim tomarem uma decisão, radical.
Mas o epicentro da crise que assola a Juventus parece ter origem, precisamente no nº 32 do Corso Galileo Ferraris. Tanto Blanc como Coboli Gigli parecem não ter controlo sobre o que se passa em redor da equipa, falharam clamorosamente no mercado de verão, já disseram que pretendem emendar a mão e ir às compras em Janeiro e continuam a falhar ao manter, teimosamente, um técnico que está completamente desenquadrado de todo o historial vencedor da equipa biaconera.
O primeiro grande erro da actual equipa de gestão foi não terem segurado Didier Deschamps, esse sim, um homem da casa, de espírito combativo e com mística de vencedor. Foi um grande capitão e soube dizer presente no pior momento da história da societá.
A época ainda pode ser salva e muitos títulos conquistados, mas o tempo começa a escassear, está na altura, portanto, de ir buscar um líder, um César: Cesare Prandelli, um ex-jogador da época de Boniperti-Trapatoni e actual treinador da Fiorentina.

O menos mau

Terei que reconhecer que o título de 2008 ficará menos mal entregue a Lewis Hamilton. Aquele que será o mais jovem campeão mundial de F1 de sempre demonstrou, ao longo de parte da temporada, ser o menos mau este ano, aquele que menos falhou. Resta-me, portanto, dar-lhe os parabéns e esperar que em 2009 a Ferrari volte a colocar Kimi no lugar mais alto do pódio.

Num televisor perto de ti

O telefilme mais aguardado do ano, depois da esteia de W. de Oliver Stone.
C. é um biotelepic de Nicolau Breyner sobre a vida do ilustre estadista lusitano.
Do Poço de Boliqueime ao Pulo do Lobo, dos cantos d' Os Lusíadas ao bolo rei, da rodagem do Bx ao coqueiro tudo é retratado nesta obra pungente.
A não perder este inverno na SIC.
No horário nobre da pugramação.

Comei-vos uns aos outros

RTP Memória


sábado, 18 de outubro de 2008

O Regresso

Onde está o Santana?

Não se preocupem, ele anda por aí.
Ou melhor, anda por Lisboa e já está a trabalhar para que o Partido Socialista consiga nova maioria.

O Campo de Santa Cruz

Por Augusto Martins

As primeiras diligências para que a Associação Académica de Coimbra dispusesse de um campo de jogos partiram de um grupo de estudantes constituído pelo presidente das secções desportivas, Eurico Fernandes Lisboa, e pelos seus colaboradores António Calheiros, João Azevedo, Eduardo Alves de Sá e Alberto Cruz.
Tiveram início no ano lectivo de 1901-1902, através de uma carta dirigida à Câmara Municipal de Coimbra. Prolongaram-se até 1914. Durante esse período, a Académica reinava e jogava na Ínsua dos Bentos, junto ao Mondego, no campo dos Bentos, no que é hoje o Parque Verde do Mondego. Na luta travada para a conquista da instalação pretendida, esse grupo contou com a preciosa ajuda dos Engenheiros das Obras Públicas que desenharam as plantas do terreno escolhido e que se situava na Quinta de Santa Cruz.
No referido ano de 1914 há novas iniciativas nesse domínio, que ganharam uma força maior, devido não só ao apoio dado pelo Reitor da Universidade, Doutor Guilherme Alves Moreira, que pôs à disposição da Câmara a importância de 1.000$00, como também pela receptividade da própria Câmara, então dirigida pelo Dr. Sílvio Pélico.
Uma carta da Académica, datada de 30 de Julho de 1914, endereçada à Câmara, agradecendo a cedência de terreno da Quinta de Santa Cruz para Campo de Jogos, permite fixar essa data como aquela em que a Académica aí se instalou.
Uma posterior acção da Câmara, em Setembro do mesmo ano, quando adjudica ao cidadão Fernando do Amaral a terraplanagem do campo, permite confirmar esse 30 de Julho de 1914 como o primeiro dia de vida do Santa Cruz, ainda que pertencendo à Universidade.
Em 23 de Fevereiro ou de Março de 1918 (não foi possível com rigor conhecer o mês!) realizou-se o primeiro encontro no Campo de Santa Cruz, ainda em condições bastante precárias, entre a Académica e o Império de Lisboa, tendo este ganho por 3-2. Não foi um inicio feliz.
Depois desse jogo, o Presidente da República Sidónio Pais concedeu 100 contos à Universidade de Coimbra para conclusão das obras do Campo.
Nesse tempo, a actividade para incrementar directamente o desporto não se vislumbrava no horizonte das Reitorias. Daí a verba ter passado para a administração da Associação Académica, que, ao tempo, era presidida pelo Dr. Fernandes Martins.
Muitos estudantes, com especial destaque inicial para Cunha Vaz e Rui Sarmento, lançaram mãos à obra, que era erguerem um campo desportivo digno desse nome.
A inauguração oficial teve lugar no dia 5 de Março de 1922, dela fazendo parte um jogo entre a Associação Académica e o Académico do Porto, cujo pontapé de saída foi dado pelo Reitor da Universidade, Doutor António Luís Gomes.
O que ressaltou do acontecimento foi a adesão de importantes figuras públicas (o Dr. Costa Rodrigues, ministro dos Negócios Estrangeiros, esteve presente!), o ambiente de festa que rodeou o encontro e o apoio do Reitor e da Academia, que prestou significativa homenagem ao seu Presidente, Dr. Fernandes Martins, aclamado e levado em triunfo da Reitoria, para onde todos se dirigiram após o jogo, até à sede da Associação Académica.
O resultado, 4-3 para os portuenses, voltou a não nos ser favorável, mas o importante era já haver um campo muito razoável.
A equipa da Académica desse histórico jogo foi a seguinte:
João Ferreira; Raimundo e pais; Mário, Galante e Eliseu; Teófilo Esquível (capitão), José Neto, Correia, F. Ferreira e Daniel.
Mais tarde, António Matos Beja, José Saraiva (um verdadeiro gigante!), João Teixeira Lopes, Albano Paulo, Fernão Rosa Gomes, Alexandre Alves e Armando Sampaio valorizaram (e de que maneira!) o que os dois pioneiros começaram. Sem qualquer apoio do estado, esses e outros estudantes foram notáveis nas acções que desempenharam.
Pás, picaretas, alviões, cilindros, carros de pedras, de saibro e de areia, foram por eles manejados e conduzidos com profundo alvoroço e comprovada eficiência. Sem que os motivasse qualquer interesse material.
Balneários, vestiários, bancadas de madeira (com cobertura de zinco!), piso, campo de basquetebol, uma pequena piscina de 14x7 metros, constituíram uma estrutura que conferiu ao nóvel Santa Cruz um estatuto de pequeno estádio.
Porventura o melhor campo desportivo do País, nessa época.
O futebol passou a conhecer importante dinamismo, mas outra modalidades se lhe seguiram, como o basquetebol, a natação, o atletismo. No que respeita ao futebol, havia larga utilização do campo, com jogadores e assistentes misturados, numa simbiose de entusiasmo desmedido e de confusão enorme. Havia jogadores que se não equipavam e “mirones” que o faziam. Indescritível esse início! Já se dizia “O Campo da Académica”, ainda que continuasse a ser propriedade da Universidade.
Entre 1918 e 1948, nele jogaram centenas dos seus atletas seniores (e também reservistas e juniores) todos de negro equipados, como se a capa e batina dos estudantes se tivesse transferido para os campos desportivos (só no período inicial, ainda nos Bentos, a camisola foi branca!). E aí se “escreveram” algumas das “páginas futebolísticas” mais brilhantes da respectiva história.
O Campo de Santa Cruz foi, sem dúvida, um dos pólos principais da vida da Académica, em quase toda a primeira metade do século XX. Com o Liceu Nacional de D. João III /hoje Escola Secundária José Falcão) e alguns colégios próximos, com a Universidade e a Escola Comercial e Industrial não muito distantes, aí convergiam, durante anos e anos, milhares de estudantes que, com a sua juventude, a sua alegria, a sua entrega, tanto a participarem como só a verem ou a apoiarem, em qualquer das modalidades a que se fez referência, fizeram da Académica um clube “sui generis”, de quem quase todo o país desportivo gosta, mesmo que não seja seu adepto.
Pode-se dizer que o Campo de santa Cruz foi um grande, um enorme “viveiro” de jogadores e de adeptos da Associação Académica de Coimbra. Seguramente uma das suas memórias mais vivas.

O Velho Santa Cruz

Eu nasci à sombra da Velha Torre e cresci com o chorar da Velha Cabra. Desde tenra idade que me habituei a subir a Sereia para ir ver os "miúdos" da Velha aos domingos de manhã. À tarde descia ao Calhabé para no, saudoso, Quintal do Castro sofrer com os mais velhos.
São gratas as recordações desses tempos, da inocência que eu tinha e da pureza, que se começava a desvanecer, do futebol de então.
Foi nesse recanto da Sereia que começou a germinar em mim esse bichinho álacre e sedento que é a paixão pela Académica, a nossa Velha, a nossa Negra, a nossa Briosa.
Vi aí crescer algumas gerações de miúdos - como eram chamados pelo grande Académico Vítor Manuel - que mais tarde equiparam de Negro nos séniores e muitas alegrias nos deram intervaladas com tristezas. Mas a Académica também é isso, o fado, o fatum, o destino. E isso tudo me foi sendo ensinado nos degraus frios e húmidos encostados ao muro da Sereia.
Por isso os últimos nove anos foram de algum sofrimento interno e de muita nostalgia por ver quele espaço que faz parte do nossso imaginário académico votado ao abandono.
Hoje, dia 18 de Outubro de 2008, foi um dia de festa, foi bonito pá, o velhinho mas remoçado Santa Cruz voltou a encher-se de Negro, voltou a viver, e com ele a nossa alma Académica ficou, ainda, mais negra, ainda mais reluzente.
Para ti, Velho Campo de Santa Cruz, com toda a pujança e com toda a cagança aqui sai um F.R.A.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Athena and Envy

Saudosismo Lusitano

Quem se terá lembrado de inventar o abstruso conceito do Sebastianismo?
Ainda hoje se fala na manhã de nevoeiro de forma messiânica e de como por entre a bruma irá regressar o menino mimado que nos pôs nas mãos dos Filipes.
Mas dessa triste manhã só vi chegar o Sebastião de Boliqueime, durante tantos anos ansiado como o pai salvador da Pátria quando afinal foi o pai do monstro.
Agora perfila-se outro Sebastião, o capataz de Vera Cruz, arre chiça, não chega já de olhar para o passado em vez de ver o futuro?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

E tu, Manela, quanto é que ganhas?


Aqui os rendimentos dos Conselheiros de Estado

Demónio da Tasmânia

Afinal ele existe e, contrariando o mito, tem cabelo!

Dia Mundial da Alimentação

No actual contexto de crise internacional o dia de hoje reveste-se de uma importância, ainda, mais trancendental.

São milhões os cidadãos que morrem ou passam fome enquanto alguns, poucos, iluminados - ou talvez, Illuminati -, fazem autênticos banquetes em resorts de luxo na Califórnia ou em salões engalanados de Monte Carlo para comemorar a salvação dos seus salários exclusivos que eles próprios se auto-atribuem.

Como diria Galbraith: A remuneração do presidente duma grande empresa não é uma recompensa do mercado pela qualidade do desempenho. Reveste frequentemente a natureza dum amigável e caloroso gesto pessoal dum indivíduo para consigo próprio.

Estes novos Senhores do Mundo, que se materializaram desde o fim do Colonialismo e sobretudo desde o fim do regime Soviético, com a visão de que tudo é mercado e tudo é transacionável, provocando o declínio da soberania dos Estados-Nação ao impor o primado da Economia sobre a Política, com a sua ganância e afã do lucro a todo o custo generalizaram a especulação provocando, ainda, mais miséria e - por absurdo que possa parecer no dealbar do séc. XXI - FOME.

La Dolce Vita - que grande fita, parte II

Tentados pela “dolce vita”

Dois juniores da Académica, de craveira internacional, foram traídos pelas câmaras de vigilância da nova academia num momento de tentação pelos bens do alheio. “Coisa de putos”, dirão alguns. As Vinagretas (longe de saberem se se trata de reincidência, ou não) pensam que há aqui muito trabalho a fazer no que respeita à formação da fibra ética e cívica dos jovens atletas da Briosa. Os dirigentes e demais figuras de proa que gravitam em torno da instituição têm aqui um papel preponderante. Como diz o velho ditado: “À mulher de César, não basta sê-lo [séria], é preciso parecê-lo”.
in Vinagretas, Campeão das Províncias

Adriano Correia de Oliveira


Adriano Correia de Oliveira, (Avintes, 9 de Abril de 1942 — Avintes, 16 de Outubro de 1982)
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Académica bate F.C.Porto

Dragões surpreendidos, hoje à noite, em Coimbra em jogo a contar para a 3ª jornada da Liga de Basket.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Lippi iguala Pozzo

O Paul Newman do futebol mundial igualou hoje o recorde de Vittorio Pozzo de 30 jogos sem conhecer a derrota ao comando da selecção transalpina.

Com a vitória caseira de 2-1 sobre Montenegro o toscano campeão do mundo iguala assim o seu antecessor, que por duas vezes venceu a Taça Jules Rimet.
O Commendatore de Viareggio, pentacampeão italiano sempre ao comando da Juventus, escreve, assim, mais uma página de ouro do seu brilhante palmarés.

O Mestre-Escola

Trago a fisga no bolso de trás
E na pasta o caderno dos deveres.
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz
De escolher o melhor dos dois saberes.
Meu pai diz que o Sol é que nos faz;
Minha mãe manda-me ler a lição
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz,
Faz-me falta ouvir outra opinião.
Eu até nem sequer sou mau rapaz,
Com maneiras até sou bem mandado.
Mestre-escola diga lá se for capaz,
P'ra que lado é que me viro. P'ra que lado?
Trago a fisga no bolso de trás
E na pasta o caderno dos deveres.
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz
De escolher o melhor dos dois saberes.