quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Pergunta de Natal

Feliz 2009

De Santa Clara
Olha-se o mundo
E o tempo pára
Por um segundo

Quem diz que o amor
É um estudante
Faz um doutor
De cada amante

Se fores à Lapa
Hás-de encontrar
A minha capa
Pra te tapar

Apaixonado
Tenho sossego
Cantando o fado
Junto ao Mondego

Ai de quem
Se detém
A escutar por
Uma vez o segredo
Que Dom Pedro
Só diz a Inês

Briosa,
Amor pra sempre
Amor que a gente
Sabe de cor
Briosa,
Amor imenso
Amor que eu penso
Ser o maior

Briosa,
Amor sofrido
Que dá sentido
À ilusão
Briosa,
Amor materno
Bater eterno
De um coração

Briosa,
Amor pra sempre
Que a gente sente
Ser o maior!


 Zé da Ponte - Hino Académica

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

D. Quixote de Boliqueime

Nos idos de 90 com a célebre fase: deixem-me trabalhar, surgiu o mito urbano das forças de bloqueio.

Cavaco Silva era Primeiro-Ministro e líder do partido maioritário na Assembleia da República logo fazia aprovar a seu bel-prazer as leis que bem entendia. Como ele nunca se enganava e raramente tinha dúvidas, para além de não ler jornais, não tolerava a mais infíma crítica ao seu consulado.

Todos os que se opunham, não concordavam ou criticavam as suas políticas de matriz neo-liberal eram catalogados como forças de bloqueio.

Os seus principais "adversários" à época eram: Mário Soares - apenas e só Presidente da República - e o falecido Sousa Franco, Presidente do Tribunal de Contas.

Agora que está do lado das outrora forças de bloqueio - Presidência da República - criou um novo mito bloqueador, a Assembleia da República e a lealdade devida para com o Rei-Sol, perdão, para com o Presidente.

Aquele que já foi uma força de bloqueio é agora uma força bloqueada:

Está também em causa uma questão de lealdade no relacionamento entre órgãos de soberania.
Será normal e correcto que um órgão de soberania imponha ao Presidente da República a forma como ele deve exercer os poderes que a Constituição lhe confere?
Será normal e correcto que a Assembleia da República imponha uma certa interpretação da Constituição para o exercício dos poderes presidenciais?

Já não sei se este é mais um capítulo na saga do Cavaleiro da Triste Figura se é apenas um suff movie.

P.S. O Presidente pode ter - provavelmente terá - razão no plano técnico-jurídico, mas no plano da actuação política o seu desempenho foi desastroso.

2009 - COIMBRA CIDADE DO CONHECIMENTO:

http://www.petitiononline.com/00005/petition.html

Anda por aí a circular e, já agora, não custa nada lá ir botar o nome.
É rápido e indolor.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O Inefável Vasco Graça Moura

O inenarrável cronista-mor do Cavacoanibalismo, o culto do regime Barrosistosantanista, o almocreve do Ferreirismoleitismofélismo está, uma vez mais, ao seu melhor nível no Diário de Notícias.
Postula, o iluminado neo-liberal empedernido que:
A crise portuguesa é muito anterior à eclosão da crise internacional. Deve-se à imprudência e à incompetência dos governos do PS. Agravou-se ao longo dos últimos anos por causa disso mesmo. Na sua origem, confluem todas as aselhices e demagogias da governação Guterres desde 1996 e da governação Sócrates desde 2005.
Admiro a forma como este homem trata a História e passa uma esponja exconjuradora sobre os anos 2002-2005, sobre os consulados de Barroso/Ferreira Leite e de Santana/Félix.

Mas o mais admirável é a forma idílica como ele retrata o período negro de 85/95, os anos da Festa Cavaquista, do Bodo aos Ricos, do neo-liberalismo puro e duro. Enfim os anos da gestação e maturação do Monstro.

Parafrasenado, com uma ligeira modificação, o letrado pepedoca: "Deixem o homem escrever em paz!"

Parabéns


O tempo era sempre Corto e o livro tão comprido...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Bom Natal

O Tatebitate deseja um Bom Natal para todos Vós.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Catedral de Zamora

Finalmente reposta a verdade histórica.
Foi aqui, neste belo edíficio românico - Catedral de El Salvador de Zamora - que D. Afonso Henriques - nascido em Coimbra ou Viseu - selou a paz com Afonso VII de Leão e Castela a 5 de Outubro de 1143 - não foi à toa que os Ilustres Republicanos escolheram este dia para nos libertar do jugo monárquico- nascendo, assim, oficialmente Portugal.
Este documento histórico termina, assim, com o embuste salazarento que dava como o berço da nacionalidade uma terra algures para o norte, segundo consta para lá de Braga.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Continuem a salvar os Ricos


Roubado d'aqui

Com esta calou-me.

Obrigado Boris Peskovic.
Há muito tempo que não via uma exibição tão portentosa de um guarda-redes.
Esta defesa (a da foto) recordou-me uma do saudoso Manuel Galrinho Bento nos longínquos anos 80.
Eu tinha as maiores dúvidas acerca da qualidade deste guarda-redes, onte felizmente calou-me.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Rei Momo


«Eu faço, daqui, em nome do PSD/Madeira, um apelo às bases do partido para que se livre dessa gente toda, para que afastem as personagens dos últimos anos e meses e que faça um ressurgimento do partido: o velho PPD/PSD de Sá Carneiro e de Cavaco Silva. (...) O PPD pode ganhar as eleições, o PPD pode correr com o Sócrates».

Houve alturas em que pensei que ele defendesse o PPD de Santana Lopes contra um tal de senhor Silva...

Ao Anónimo das 12:37 de 14 de Dezembro

...já escrevia António Botto, mas como António Botto já morreu
toma lá a prosa de João Rego de Carvalho que te dou eu:

sábado, 13 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Um Filme de Natal

Posso dizer a frase?

A pedido de várias, algumas, vá lá uma ou duas famílias:

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O cidadão Duarte Pio

- "Tive várias oportunidades de trabalho, mas não aceitei, porque, na minha condição, não poderia ser empregado de ninguém."

Público, 1 de Dezembro de 2008

4 de Novembro

Já basta de "imperialismo" Jesiano.
Enquento não chega o nosso 4 de Novembro que tal avançar uma comissão administrativa composta por verdadeiros académicos?
Faz-me lembrar o slogan de uma lista derrotada às eleições da DG na década de 90 e na qual eu votei. E votaria de novo no Académico que a encabeçou...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Petição

A profusão de situações duvidosas verificadas nos últimos tempos na Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol não podem deixar os verdadeiros académicos indiferentes. Ver o nome da Académica envolvido nas teias da lei, associado a esquemas financeiros pouco claros, conotado com incumprimentos vários e com notícias negativas constantes na comunicação social, tem sido uma constante nos últimos anos. Adicionalmente, tem sido notória a total inexistência de uma política social, desportiva e universitária coerente e que honre os pergaminhos do clube e da instituição. Face a tudo isto, há que demonstrar a indignação, dar uma voz à vergonha que sentimos e à dor que nos assalta, clarificando perante os órgãos directivos da AAC-OAF o total repúdio por muitas das suas atitudes e pela forma como contribuiram para desvirtuar a verdadeira Académica, aquela que muitos de nós já começam a esquecer e que outros não podem, pura e simplesmente, conhecer. Aqueles que abaixo assinam, manifestam a sua total discordância e repúdio pelo estado a que chegou a AAC-OAF, demarcando-se totalmente dos seus órgãos directivos, exigindo a tomada de medidas que respeitem os seus verdadeiros valores, identidade e singularidade académica.

P'la Velha, p'la Negra, p'la Briosa: a
ssinem aqui.