quarta-feira, 29 de outubro de 2008

AO MEU AMIGO

...aos meus outros amigos e, já agora, aos meus inimigos por quem nutro um carinho muito especial.
O nosso sistema político assenta em partidos políticos. PONTO
No seu interior, verifica-se exactamente o mesmo que na sociedade portuguesa.
Desejamos, mas não conseguimos, ao mesmo tempo, "ter sol na eira e chuva no nabal"!
É da vida...diria mesmo, da natureza1
Mas também é da natureza humana organizarmo-nos em grupo. Isto estuda-se, e os intelectuais a que o meu amigo se refere, sabem-no melhor do que ninguém.
Mas o que não convém, deve-se olvidar! Também é da natureza humana!
Ora, eu sou militante do Partido Socialista e com muita honra. Quando achar que aquilo se tornou "numa choldra", vou à minha vida. Só que até lá, até eu entender que é "um sítio" onde me sinto bem, eu fico.
Quem quer opinar sobre a nossa vida interna, assina um papel.
Já assinaram um papel para se casar, para descontar para as finanças e para a segurança social, para terem bilhetre de identidade, etc,etc,etc e até...para terem cartão de eleitor. POR ISSO VOTAM...e este ano vai ser por 3 vezes.
Na organização PS é preciso ter um "cartãozito" rectangular,veja lá, com número e tudo, para se poder votar.
Os outros, que por vergonha, receio do confronto ou por qualquer outra razão, legítima de certeza, poderão opinar onde quiserem, até no jornal oficial do PS se para tanto forem convidados.
Mas num jornal de uma candidatura, que vai disputar eleições com uma outra, aí não...não lhes reconheço esse direito. Não são meus iguais!
É que meu caro e bom amigo. Quando o "contabilista" ganhou eleições e se manteve 10 ininterruptos anos no PODER, eu nunca os vi por perto. Quem carregou a bandeira foram os militantes do PS. Foram estes e não outros!
Aqueles a que você se refere, aparecem e desaparecem "como um fósforo"!
Por isso, acabei, dizendo...ainda que a custo, muito a custo, confesso, porque sei de "coisas" e "estórias" que dariam um livro, sempre lá fui dizendo: no fim, apareçam, são bem vindos!
Com amizade e muita sinceridade, de coração aberto
Luis Santarino

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Taliban dos Satélites

Cuidado com as ameaças, porque depois da barriga começar a crescer o cabelo vai-se que é um instante...

...a pança é de Super Bock,

o fígado é do Capitão Haddock...,




Apparatchik

Caro Amigo Santarino,
o grande problema da democracia portuguesa é precisamente esse dos partidos se fecharem sobre si próprios. Não quererem ouvir a, dita, "sociedade civil". Por mais Estados Gerais ou Novas Fronteiras que se façam o resultado é sempre o mesmo, a vitória do aparelho, do status quo.
E depois dessas "decisões" internas é que saem os representantes a quem nos calha votar, ou seja os destinos do país está nas mãos daquilo que se convencionou chamar as bases, mas que no fundo não passam dos básicos.
Estas eleições para a Distrital fazem-me lembrar as eleições Norte Americanas, todo o mundo quer que ganhe Obama mas só os americanos votam; aqui é o mesmo fenómeno, todos os eleitores socialistas não filiados querema vitória de Ruivo, mas infelizmente não votamos.
Não tenha medo, meu caro, das vozes dos intelectuais - e intelectualmente independentes - que pensam a política e o país.
Vozes dessas é que nos fazem falta.
Um abraço fraterno e solidário.

Trofense à gosma

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Q.I.

Um sujeito entra num bar novo, hi-tech, e pede uma bebida. O barman é um robot que pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- 150.
Então o robô serve um cocktail perfeito e inicia uma conversa sobreaquecimento global, espiritualidade, física quântica, interdependência ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia e por aí.
O tipo ficou impressionado, e resolveu testar o root. Saiu, deu uma volta e retornou ao balcão.
Novamente o robô pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- Deve ser uns 100.
Imediatamente o robot serve-lhe um whisky e começa a falar, agora sobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas, armas,corpo da mulher e outros assuntos semelhantes.
O sujeito ficou abismado. Sai do bar, pára, pensa e resolve voltar e fazer mais um teste.
Novamente o robot pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem disfarça e responde:
- Uns 20, eu acho!
Então o robot lhe serve-lhe uma pinga de tinto, inclina-se no balcão e diz bem pausadamente:
- E então meu, vamos votar no Sócrates de novo?

Eu não sou de meter veneno...

...mas a Primavera é linda!!!!!!

Sr. Doutor
Dá-me comprimidos para dormir
Desde que a vi
Que não consigo mais dormir
Estou tão deprimido
Sem saber que fazer
Pobre e mal vestido
Com a barba por fazer
E penso em ti a toda a hora,
Penso em ti pela noite fora
E agora?
Sim, agora!
Somos como os caminhos paralelos,
que se devem separar,
que se cruzam no infinito
Eu para o meu lado,
você para o seu lado,
cada um para o seu lado
neste caos
neste infinito
que é o universo do amor
E rosas, e cores, e flores de todas as cores
Passear contigo pelo jardim, amar é tão bom
E a mão pela mão, e o pé pelo pé
Não é, pois é, ou se é.

domingo, 19 de outubro de 2008

O Bom, o Mau e o Vilar

Candidato Presidencial?

Jorge Strecht, vice presidente do Grupo Parlamentar do PS, sustenta que Manuel Alegre "é um bom candidato presidencial" e afirma que o poeta-deputado tem um estatuto muito especial na Bancada socialista: "Alegre é a sua própria lenda".

Boa tarde ó Tia Maria

Torreense, 0 - Académica, 2

Obviamente demitam-no

Claudio Ranieri é um perdedor.
Pode ser um exemplo de treinador azarado, mas o infortúnio não explica tudo. Sempre que teve há suas disposição equipas com potencial ganhador nunca conseguiu vencer nenhuma prova de relevo.
Poder-se-ia argumentar em sua defesa que no seu anterior percurso nunca tinha orientado uma equipa vencedora; a Fiorentina longe do glamour do passado; o Chelsea era um mero clube de bairro, cheio de rublos, mas insignificante; o Valência um clube de vocação pouco mais que regional. Mas o mesmo não se aplica à Juve, umas das mais tituladas equipas do planeta futebolístico e a que mais trofeús conquistou em Itália.
E na vecchia signora que conseguiu ele? Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
Talvez esteja na altura dos responsáveis de Turim tomarem uma decisão, radical.
Mas o epicentro da crise que assola a Juventus parece ter origem, precisamente no nº 32 do Corso Galileo Ferraris. Tanto Blanc como Coboli Gigli parecem não ter controlo sobre o que se passa em redor da equipa, falharam clamorosamente no mercado de verão, já disseram que pretendem emendar a mão e ir às compras em Janeiro e continuam a falhar ao manter, teimosamente, um técnico que está completamente desenquadrado de todo o historial vencedor da equipa biaconera.
O primeiro grande erro da actual equipa de gestão foi não terem segurado Didier Deschamps, esse sim, um homem da casa, de espírito combativo e com mística de vencedor. Foi um grande capitão e soube dizer presente no pior momento da história da societá.
A época ainda pode ser salva e muitos títulos conquistados, mas o tempo começa a escassear, está na altura, portanto, de ir buscar um líder, um César: Cesare Prandelli, um ex-jogador da época de Boniperti-Trapatoni e actual treinador da Fiorentina.

O menos mau

Terei que reconhecer que o título de 2008 ficará menos mal entregue a Lewis Hamilton. Aquele que será o mais jovem campeão mundial de F1 de sempre demonstrou, ao longo de parte da temporada, ser o menos mau este ano, aquele que menos falhou. Resta-me, portanto, dar-lhe os parabéns e esperar que em 2009 a Ferrari volte a colocar Kimi no lugar mais alto do pódio.

Num televisor perto de ti

O telefilme mais aguardado do ano, depois da esteia de W. de Oliver Stone.
C. é um biotelepic de Nicolau Breyner sobre a vida do ilustre estadista lusitano.
Do Poço de Boliqueime ao Pulo do Lobo, dos cantos d' Os Lusíadas ao bolo rei, da rodagem do Bx ao coqueiro tudo é retratado nesta obra pungente.
A não perder este inverno na SIC.
No horário nobre da pugramação.

Comei-vos uns aos outros

RTP Memória


sábado, 18 de outubro de 2008

O Regresso

Onde está o Santana?

Não se preocupem, ele anda por aí.
Ou melhor, anda por Lisboa e já está a trabalhar para que o Partido Socialista consiga nova maioria.

O Campo de Santa Cruz

Por Augusto Martins

As primeiras diligências para que a Associação Académica de Coimbra dispusesse de um campo de jogos partiram de um grupo de estudantes constituído pelo presidente das secções desportivas, Eurico Fernandes Lisboa, e pelos seus colaboradores António Calheiros, João Azevedo, Eduardo Alves de Sá e Alberto Cruz.
Tiveram início no ano lectivo de 1901-1902, através de uma carta dirigida à Câmara Municipal de Coimbra. Prolongaram-se até 1914. Durante esse período, a Académica reinava e jogava na Ínsua dos Bentos, junto ao Mondego, no campo dos Bentos, no que é hoje o Parque Verde do Mondego. Na luta travada para a conquista da instalação pretendida, esse grupo contou com a preciosa ajuda dos Engenheiros das Obras Públicas que desenharam as plantas do terreno escolhido e que se situava na Quinta de Santa Cruz.
No referido ano de 1914 há novas iniciativas nesse domínio, que ganharam uma força maior, devido não só ao apoio dado pelo Reitor da Universidade, Doutor Guilherme Alves Moreira, que pôs à disposição da Câmara a importância de 1.000$00, como também pela receptividade da própria Câmara, então dirigida pelo Dr. Sílvio Pélico.
Uma carta da Académica, datada de 30 de Julho de 1914, endereçada à Câmara, agradecendo a cedência de terreno da Quinta de Santa Cruz para Campo de Jogos, permite fixar essa data como aquela em que a Académica aí se instalou.
Uma posterior acção da Câmara, em Setembro do mesmo ano, quando adjudica ao cidadão Fernando do Amaral a terraplanagem do campo, permite confirmar esse 30 de Julho de 1914 como o primeiro dia de vida do Santa Cruz, ainda que pertencendo à Universidade.
Em 23 de Fevereiro ou de Março de 1918 (não foi possível com rigor conhecer o mês!) realizou-se o primeiro encontro no Campo de Santa Cruz, ainda em condições bastante precárias, entre a Académica e o Império de Lisboa, tendo este ganho por 3-2. Não foi um inicio feliz.
Depois desse jogo, o Presidente da República Sidónio Pais concedeu 100 contos à Universidade de Coimbra para conclusão das obras do Campo.
Nesse tempo, a actividade para incrementar directamente o desporto não se vislumbrava no horizonte das Reitorias. Daí a verba ter passado para a administração da Associação Académica, que, ao tempo, era presidida pelo Dr. Fernandes Martins.
Muitos estudantes, com especial destaque inicial para Cunha Vaz e Rui Sarmento, lançaram mãos à obra, que era erguerem um campo desportivo digno desse nome.
A inauguração oficial teve lugar no dia 5 de Março de 1922, dela fazendo parte um jogo entre a Associação Académica e o Académico do Porto, cujo pontapé de saída foi dado pelo Reitor da Universidade, Doutor António Luís Gomes.
O que ressaltou do acontecimento foi a adesão de importantes figuras públicas (o Dr. Costa Rodrigues, ministro dos Negócios Estrangeiros, esteve presente!), o ambiente de festa que rodeou o encontro e o apoio do Reitor e da Academia, que prestou significativa homenagem ao seu Presidente, Dr. Fernandes Martins, aclamado e levado em triunfo da Reitoria, para onde todos se dirigiram após o jogo, até à sede da Associação Académica.
O resultado, 4-3 para os portuenses, voltou a não nos ser favorável, mas o importante era já haver um campo muito razoável.
A equipa da Académica desse histórico jogo foi a seguinte:
João Ferreira; Raimundo e pais; Mário, Galante e Eliseu; Teófilo Esquível (capitão), José Neto, Correia, F. Ferreira e Daniel.
Mais tarde, António Matos Beja, José Saraiva (um verdadeiro gigante!), João Teixeira Lopes, Albano Paulo, Fernão Rosa Gomes, Alexandre Alves e Armando Sampaio valorizaram (e de que maneira!) o que os dois pioneiros começaram. Sem qualquer apoio do estado, esses e outros estudantes foram notáveis nas acções que desempenharam.
Pás, picaretas, alviões, cilindros, carros de pedras, de saibro e de areia, foram por eles manejados e conduzidos com profundo alvoroço e comprovada eficiência. Sem que os motivasse qualquer interesse material.
Balneários, vestiários, bancadas de madeira (com cobertura de zinco!), piso, campo de basquetebol, uma pequena piscina de 14x7 metros, constituíram uma estrutura que conferiu ao nóvel Santa Cruz um estatuto de pequeno estádio.
Porventura o melhor campo desportivo do País, nessa época.
O futebol passou a conhecer importante dinamismo, mas outra modalidades se lhe seguiram, como o basquetebol, a natação, o atletismo. No que respeita ao futebol, havia larga utilização do campo, com jogadores e assistentes misturados, numa simbiose de entusiasmo desmedido e de confusão enorme. Havia jogadores que se não equipavam e “mirones” que o faziam. Indescritível esse início! Já se dizia “O Campo da Académica”, ainda que continuasse a ser propriedade da Universidade.
Entre 1918 e 1948, nele jogaram centenas dos seus atletas seniores (e também reservistas e juniores) todos de negro equipados, como se a capa e batina dos estudantes se tivesse transferido para os campos desportivos (só no período inicial, ainda nos Bentos, a camisola foi branca!). E aí se “escreveram” algumas das “páginas futebolísticas” mais brilhantes da respectiva história.
O Campo de Santa Cruz foi, sem dúvida, um dos pólos principais da vida da Académica, em quase toda a primeira metade do século XX. Com o Liceu Nacional de D. João III /hoje Escola Secundária José Falcão) e alguns colégios próximos, com a Universidade e a Escola Comercial e Industrial não muito distantes, aí convergiam, durante anos e anos, milhares de estudantes que, com a sua juventude, a sua alegria, a sua entrega, tanto a participarem como só a verem ou a apoiarem, em qualquer das modalidades a que se fez referência, fizeram da Académica um clube “sui generis”, de quem quase todo o país desportivo gosta, mesmo que não seja seu adepto.
Pode-se dizer que o Campo de santa Cruz foi um grande, um enorme “viveiro” de jogadores e de adeptos da Associação Académica de Coimbra. Seguramente uma das suas memórias mais vivas.

O Velho Santa Cruz

Eu nasci à sombra da Velha Torre e cresci com o chorar da Velha Cabra. Desde tenra idade que me habituei a subir a Sereia para ir ver os "miúdos" da Velha aos domingos de manhã. À tarde descia ao Calhabé para no, saudoso, Quintal do Castro sofrer com os mais velhos.
São gratas as recordações desses tempos, da inocência que eu tinha e da pureza, que se começava a desvanecer, do futebol de então.
Foi nesse recanto da Sereia que começou a germinar em mim esse bichinho álacre e sedento que é a paixão pela Académica, a nossa Velha, a nossa Negra, a nossa Briosa.
Vi aí crescer algumas gerações de miúdos - como eram chamados pelo grande Académico Vítor Manuel - que mais tarde equiparam de Negro nos séniores e muitas alegrias nos deram intervaladas com tristezas. Mas a Académica também é isso, o fado, o fatum, o destino. E isso tudo me foi sendo ensinado nos degraus frios e húmidos encostados ao muro da Sereia.
Por isso os últimos nove anos foram de algum sofrimento interno e de muita nostalgia por ver quele espaço que faz parte do nossso imaginário académico votado ao abandono.
Hoje, dia 18 de Outubro de 2008, foi um dia de festa, foi bonito pá, o velhinho mas remoçado Santa Cruz voltou a encher-se de Negro, voltou a viver, e com ele a nossa alma Académica ficou, ainda, mais negra, ainda mais reluzente.
Para ti, Velho Campo de Santa Cruz, com toda a pujança e com toda a cagança aqui sai um F.R.A.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Athena and Envy

Saudosismo Lusitano

Quem se terá lembrado de inventar o abstruso conceito do Sebastianismo?
Ainda hoje se fala na manhã de nevoeiro de forma messiânica e de como por entre a bruma irá regressar o menino mimado que nos pôs nas mãos dos Filipes.
Mas dessa triste manhã só vi chegar o Sebastião de Boliqueime, durante tantos anos ansiado como o pai salvador da Pátria quando afinal foi o pai do monstro.
Agora perfila-se outro Sebastião, o capataz de Vera Cruz, arre chiça, não chega já de olhar para o passado em vez de ver o futuro?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

E tu, Manela, quanto é que ganhas?


Aqui os rendimentos dos Conselheiros de Estado

Demónio da Tasmânia

Afinal ele existe e, contrariando o mito, tem cabelo!

Dia Mundial da Alimentação

No actual contexto de crise internacional o dia de hoje reveste-se de uma importância, ainda, mais trancendental.

São milhões os cidadãos que morrem ou passam fome enquanto alguns, poucos, iluminados - ou talvez, Illuminati -, fazem autênticos banquetes em resorts de luxo na Califórnia ou em salões engalanados de Monte Carlo para comemorar a salvação dos seus salários exclusivos que eles próprios se auto-atribuem.

Como diria Galbraith: A remuneração do presidente duma grande empresa não é uma recompensa do mercado pela qualidade do desempenho. Reveste frequentemente a natureza dum amigável e caloroso gesto pessoal dum indivíduo para consigo próprio.

Estes novos Senhores do Mundo, que se materializaram desde o fim do Colonialismo e sobretudo desde o fim do regime Soviético, com a visão de que tudo é mercado e tudo é transacionável, provocando o declínio da soberania dos Estados-Nação ao impor o primado da Economia sobre a Política, com a sua ganância e afã do lucro a todo o custo generalizaram a especulação provocando, ainda, mais miséria e - por absurdo que possa parecer no dealbar do séc. XXI - FOME.

La Dolce Vita - que grande fita, parte II

Tentados pela “dolce vita”

Dois juniores da Académica, de craveira internacional, foram traídos pelas câmaras de vigilância da nova academia num momento de tentação pelos bens do alheio. “Coisa de putos”, dirão alguns. As Vinagretas (longe de saberem se se trata de reincidência, ou não) pensam que há aqui muito trabalho a fazer no que respeita à formação da fibra ética e cívica dos jovens atletas da Briosa. Os dirigentes e demais figuras de proa que gravitam em torno da instituição têm aqui um papel preponderante. Como diz o velho ditado: “À mulher de César, não basta sê-lo [séria], é preciso parecê-lo”.
in Vinagretas, Campeão das Províncias

Adriano Correia de Oliveira


Adriano Correia de Oliveira, (Avintes, 9 de Abril de 1942 — Avintes, 16 de Outubro de 1982)
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Académica bate F.C.Porto

Dragões surpreendidos, hoje à noite, em Coimbra em jogo a contar para a 3ª jornada da Liga de Basket.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Lippi iguala Pozzo

O Paul Newman do futebol mundial igualou hoje o recorde de Vittorio Pozzo de 30 jogos sem conhecer a derrota ao comando da selecção transalpina.

Com a vitória caseira de 2-1 sobre Montenegro o toscano campeão do mundo iguala assim o seu antecessor, que por duas vezes venceu a Taça Jules Rimet.
O Commendatore de Viareggio, pentacampeão italiano sempre ao comando da Juventus, escreve, assim, mais uma página de ouro do seu brilhante palmarés.

O Mestre-Escola

Trago a fisga no bolso de trás
E na pasta o caderno dos deveres.
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz
De escolher o melhor dos dois saberes.
Meu pai diz que o Sol é que nos faz;
Minha mãe manda-me ler a lição
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz,
Faz-me falta ouvir outra opinião.
Eu até nem sequer sou mau rapaz,
Com maneiras até sou bem mandado.
Mestre-escola diga lá se for capaz,
P'ra que lado é que me viro. P'ra que lado?
Trago a fisga no bolso de trás
E na pasta o caderno dos deveres.
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz
De escolher o melhor dos dois saberes.

O Regresso do Menino Guerreiro

Previsões 2009: o ano do consumismo na Argentina

CON SU MISMO carro
CON SU MISMO salário
CON SU MISMO apartamento
CON SU MISMO fato
CON SU MISMO par de sapatos
e se tiver muita sorte...
CON SU MISMO emprego !
Segundo alguns analistas cá do burgo as previsões para 2009 nesta Ocidental Praia são semelhantes.

Quo Vadis, Italia?

Por Zeus

Não batam no Senhor!

Descobre as diferenças

E habilita-te a ganhar um exemplar da "Divina Comédia" autografado pelo tradutor, o apoiante da dupla McCain/Palin, Vasco Graça Moura.

Só para empreiteiros

Este documento também é válido para as Vito?

Se quiserem mais pecem.

Eles vêm aí!

Escondam o peixe!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O Autarca Destemido

Quem é o maoísta?



Ou deverei dizer mauísta?

Second Life

A crise financeira não desapareceu, mas na Casa Branca o ambiente parece leve como numa festa de adolescentes. Bush recebe o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Durante um discurso, Berlusconi diz que a Itália será sempre cooperante com o próximo presidente norte-americano, mas "será difícil encontrar um homem tão idealista e corajoso como o nosso George". No ímpeto de abraçar o "nosso George" o primeiro-ministro acabou por derrubar sem querer o suporte de leitura. "É o que demasiado amor pode fazer", brincou Berlusconi. Quem os viu e quem os vê.
Público

Joguinho de Outubro

Com a colaboração do Dr. José Buzinas.
Tem um senão, está em português do Brasil, por isso apressem-se a arranjar o desacordo ortográfico

Mário Soares considera que crise está no começo e “para durar”

«Não sou um profeta da desgraça, mas considero que a crise está para durar e está no seu começo». As palavras são de Mário Soares, proferidas na abertura da conferência internacional “As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas”, a decorrer em Coimbra, onde o ex-Presidente da República defendeu também que o capitalismo atravessa mesmo «a maior crise de sempre», pelo que urge «repensar o Planeta Terra».
Mário Soares realçou que na «raiz» da crise económica, financeira, energética, alimentar e ambiental está, essencialmente a crise «moral», decorrente de «comportamentos especulativos» de políticos e empresários. «Vivemos um momento muito complexo devido à crise mundial muito aguda que tem o epicentro na América do Norte mas afecta a todos», adiantou, lamentando a ausência de «consensos políticos» para a resolver.Perante este cenário, Mário Soares considera que a União Europeia atravessa, também ela, «uma das suas maiores crises de sempre». «Está fragilizada, sem rumo certo, por falta de coragem e liderança dos seus dirigentes», frisou, lamentando o «fracasso» da reunião convocada pelo presidente francês, Nicolas Sarkosy, a semana passada.
Mais satisfeito ficou com o plano elaborado pelo primeiro-ministro britânico e pela chanceler alemã, que, na sua opinião, tem condições para «acelerar as bolsas europeias», ainda que não resolva a situação. É neste cenário de incerteza que se deve também pensar no futuro do planeta, quando se sabe que a «América de Bush» e a China não são subscritores dos acordos de Quioto e são «os maiores poluidores», relembrou, ainda com «esperança» no «bom senso» de quem venha a estar à frente destas duas grandes potências mundiais.
Certo que «são as ideias que fazem progredir o mundo e não os negócios», Mário Soares acredita que a lusofonia e a Língua Portuguesa podem ser instrumentos de inúmeras vantagens do ponto de vista económico e social. O Brasil, como uma das «grandes potências mundiais», terá um papel determinante neste espaço de mais de 200 milhões de habitantes, concluiu Mário Soares.
Diário de Coimbra

Afinal ainda sobraram uns trocos para a bucha

O banco franco-belga Dexia, um dos que na Europa mais sofreu com a crise nos mercados financeiras, pagou na quinta-feira um jantar de luxo a mais de 200 convidados num hotel de Mónaco, noticia a agência de notícias belga.
O jantar, cujo custo foi mantido em segredo, teve lugar na Sala Império, a principal do Hotel de Paris, e teve como mote o lançamento da filial do Dexia para a banca privada no principado do Mónaco, adianta a mesma fonte.O presidente da instituição financeira, Hugo Laat, deveria ter discursado no evento, mas a intervenção foi cancelada "devido à crise".

Também a divisão seguradora do grupo Fortis, desmembrado devido à crise, ofereceu sexta-feira a corretores de seguros um repasto noutro luxuoso hotel monegasco, segundo a imprensa belga.

Devido à situação difícil em que caiu devido à crise nos mercados financeiros, Bélgica, França e Luxemburgo injectaram 6.400 milhões de euros no Dexia.

Paris em Bruxelas estão agora a tratar da substituição dos principais responsáveis da instituição.

A injecção de dinheiros públicos para resgatar instituições financeiras tem gerado polémica, havendo uma linha de argumentação que defende que deveriam ser os seus accionistas e responsáveis a pagar a "factura" pela falta de prudência que conduziu à situação de insolvência.

Um caso semelhante ao dos jantares de luxo do Dexia surgiu esta semana nos Estados Unidos, onde a AIG/Life que, para comemorar o evitar da falência, conseguido com a ajuda pública, gastou centenas de milhar de dólares num luxuoso "resort" californiano, levando a Casa Branca a classificar de "repugnante" a conduta dos executivos de topo.

A seguradora American International Group Inc. - AIG foi salva "in extremis" da falência através de uma injecção de 85.000 milhões de dólares (62.000 milhões de euros) aprovada pela administração do Presidente George W.Bush.

De acordo com um inquérito parlamentar em curso, os executivos em causa - que não do sector financeiro da seguradora, alegadamente responsáveis pelo descalabro - esbanjaram 440.000 dólares (320.000 euros) no "resort", em banquetes faustos, spa e partidas de golfe.

"É repugnante", declarou indignada Dana Perino, porta-voz da Casa branca.

A AIG/Life pagou todos os gastos a estes executivos no "resort" Saint Regis, a sul de Los Angeles, Califórnia.Da despesa global, 23.380 dólares (17.000 euros) foram para tratamentos vários no spa, de acordo com facturas na posse da comissão parlamentar que conduz a investigação.

«LUSA»

sábado, 11 de outubro de 2008

São horas de embalar a trouxa

Finge que vais cagar e vai-te embora. E já agora leva também este:
Pior que estes dois só o Luís Campas!

Mutatis Mutandis

A única vantagem na substituição do capataz pelo mestre-escola foi o desaparecimento do Ricardo das convocatórias.

O Professor Doutor

sábado, 4 de outubro de 2008

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O Manager

111' - GOLO DO PORTSMOUTH... Grande jogada de Belhadj, a fintar à entrada da área e a servir CROUCH que, isolado, faz o golo do empate. Agora está tudo decidido!