quarta-feira, 20 de junho de 2007

Máscaras

6 comentários:

Velho Gosma disse...

Cara Guiiii,
Folgo em vê-la por aqui.
No entanto não pude deixar de reparar na forma aguerrida como defendeu a troiana figura virtual, este Zorro cibernético que tanto esgrima com a insuspeitável figura de Thor - não, não vou cair no trocadilho fácil do Sargento Garcia - como verseja como Diego de la Vega, será que, porventura, a Guiiii sabe que está por detrás dessa máscara e com ele priva?
Será a Zeta desse Banderas?
Eu não sou um Deus nem sequer um semi-deus, mas como estou acima de qualquer suspeita, dedico-lhe a música do comercial da Nissan, "I love my Micra".
Respeitosamente,
Gosma

gardel disse...

Caro Velho,

Não estou a imaginar o Banderas da nossa Zeta a desatar às piruetas. Imagino-o muito mais, espartano, cavalicando o seu burrico da tranquilidade com um enorme sombrero. Aliás ele próprio assim se descreveu.
Mas quanto a si caro amigo, a história já é outra. Você é trapezista, contorcionista, ilusionista, atirador de facas, engenheiro do lego. É o verdadeiro artista.
Não lhe conhecia, no entanto, a arte do manejo do florete. Pura desatenção. Afinal você hoje é o D'Artagnan, e amanhã?
Desenterre-se meu caro, nem calcula o prazer que me dá em poder desfrutar da sua amizade, nem que seja através da presença cibernética.
Em consequencia desta minha humilde intervenção dedico~lhe com elevada admiração a banda sonora de "o maior espectáculo do Mundo".
Seu sempre amigo
Carlos

Velho Gosma disse...

Caro Carlos,
Imagine caro Carlos, imagine, porventura nunca terá visto a soupless do nosso querido actor a jogar futebol em Foz de Arouce?
É um momento de rara plasticidade o que as imagens nos mostram, a elegância, a elasticidade digna dos melhores escapistas.
Vejo que o meu querido amigo me julga um artista de circo, ainda bem que não vê uma tromba de elefante, um rabo de cavalo, uns cornos de cabra, enfim, uma figura de urso.
Uma das minhas mágoas é a Associação já não ter uma secção de esgrima porque eu gostava de aprender a manejar a espada, o sabre e o florete como qualquer cavalheiro que se preze. O meu amigo deverá, com toda a certeza, ser de uma destreza notável no manejo da lâmina. Será com toda a certeza, hoje e sempre, um D’Artagnan, um Zorro, um Conde de Monte Cristo, um Visconde de Valmont, um Casanova.
A honra e o prazer que o meu ilustre amigo me fazer o favor de ser meu amigo será, por certo, muito superior ao se desfrute do nosso tatebitate cibernético.
Como eu nunca gostei de circos, talvez por não achar piada a palhaços, prefiro outros espectáculos bem mais urbanos, como tal, e com muita estima, dedico-lhe um dos mais brilhante temas de um dos maiores compositores do passado século, Astor Piazzola – Balada para un loco.
Um forte amplexo para o meu amigo com os desejos que a sua tentativa de provar por absurdo não o transforme no tema central do tema supra.
Do seu amigo, Gosma

gardel disse...

Caro Velho,

Fico feliz por poder, consigo, partilhar tais momentos jazidos no baú da memória. Jazidos, não enterrados. O nosso bom amigo é de facto a prova provada de que o peso e a agilidade podem ser gémeos. Temos disso bons exemplos, Weissmuller, Shwarznegger entre outros adonis. Não sei até que ponto não seria um saboroso desafio, candidatar o nosso rapagão ao World Strongest Man, para de seguida concorrer às provas individuais dos mundiais de patinagem artística.
De qualquer modo aqui fica o remoque. Tambem no sentido de o trazer à liça, neste areópago de ideias. Assumo tal tarefa como desidrato.
Registo a maneira subtil como me tenta descrever. Não meu amigo, não tenho essa áurea. A minha destreza resume-se a tentar mandar uns caldos na testa do nosso herculeo doutor advogado. E olhe que já me dei mal... Saiba que de D'Artagnan apenas possuo no meu íntimo, o lema que com os amigos partilha. Do Zorro, a capa que tantas vezes me aconchegou e me projectou a patamares artísticos onde nunca sonhei chegar. De Monte Cristo, uma mulher que crê que por ela não sofro, cuja imagem não abandono. Vingança, pouca. De Valmont apenas o deleite e a futilidade à volta de uns finos nos tascos. Má lingua e intriga, não. Aqui, de quando em vez. De Casanova, meu caro, deixe-me rir. Já o quis ser. Agora... perdigão perdeu a pena, não há mal que lhe não venha...
Agradeço reconhecido o tema que me dedica e devolvo-lhe, a pensar no seu cérebro galopante, "Un mundo raro" de Isabel Vargas Lizano, a fantástica Chavelita.
Envio o inevitável abraço com a garantia de que não gastarei mais tinta para provar o dogma. Tanto mais que já não é. Faz tempo.
Seu amigo, Carlos

Velho Gosma disse...

Caro Gardel,

Fiquei deleitado com a ideia de candidatarmos o nosso rapagão ao World Strongest Man, mas na categoria do companheirismo, da partilha do fino fresco, do tatebitate enfim da velha e boa amizade. Até porque é nas relações humanas que todas as virtudes dele se revelam, tanto arrasta um avião como faz um mortal encarpado à retaguarda.
O meu caro amigo é muito modesto, mas como ê, todas essas personagens vestem em si como uma luva, o meu caro e querido amigo é um verdadeiro cavalheiro com um ligeiro toque de rebeldia. É um Robin dos Bosques, um Arséne Lupin, ou mais prosaicamente um Zé do Telhado.
Como vejo que se desiludiu com o dogma, tal como muitos com o embuste do comunismo, dedico-lhe um hino e um ícone da nossa música de intervenção, FMI do homónimo do nosso querido rapagão.
Aquele abraço amigo, Gosma.

pudins danone nao paris nao paris disse...

está a descoberto o que só mesmo o manto diafano cobria e um olhar mais atento destapava